domingo, 14 de agosto de 2011

A SERPENTE

Eu não sei se você me entende
Pelo menos tente
Sou uma serpente solitária
Olha lá os homens da Malária
Será que é mão de obra voluntária?
Ah! Tô bancando a otária
Eles não têm nada haver comigo
O Butantã parece ser meu antigo inimigo
Vou pelo mato procurando
Um sapo ou um rato ou algum desses animais
Para mim tanto faz
Vou arrastando minha barriga pelo chão
Parece que Deus nos deu essa maldição
Mas o papa perdoou? Ou abençoou?
Uma prima nossa famosa que mais famosa ficou
Nem por isso nosso veneno exalou
Pelo menos eu sou desse jeito
Não saio por aí mordendo qualquer sujeito
Se eu tiver passando e você olhar pra mim
É me deixar seguir,não venha me mexer
Senão eu posso picar você,e vi doer
E você poderá ate morrer
Observe meu andar sereno
Nem parece que tenho veneno.
Rabo fino cabeça achatada
É preserve seu destino
Não preciso dizer mais nada
Não é que eu ande com mal intenção
Mas o meu veneno é para minha proteção.


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