Minha carne foi cortada dilacerada
Com uma facada
Que em pedra foi afiada
Rua sangrada
De sangue marcada
Da noite passada
Minha carne esfaqueada
Por terra jogada
Esquecida abandonada
Tão fria gelada
Falar já não agüentava
Minha boca calada
Era minha data chegada
Uma ambulância foi chamada
Foi um assalto na madrugada
Minha respiração agora cansada
Parava agora já parada
Não adianta mais nada
A polícia como sempre atrasada
A faca procurada foi achada
Enquanto o assassino escapava
Pela escuridão que a rua era cercada
Pelos becos e escadas sacadas
Dos prédios e outras moradas
Amanhecia e a passarada não ficou calada
Porém no seu canto tinha um que de tristeza danada!

Naturalismo pos modernista! sinto a dor e o sangue! A angustia do autor traduzida. Parabéns. Tesouros da cultura popular surgem das mentes de pessoas sensíveis e corajosas.
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